Soneto Abissal - [Menção Honrosa no XIX Concurso de Poesia de Ilhabela / FLAI 2024]
Inobservo, oculto líquido e profundo,
Esconderelo de um Kraken taciturno.
Dormem perversas sirenes deste mundo
Nesses obumbrados hadais de Netuno.
Sereias em um galeão naufragado
Planejam encantar os talassofóbicos.
Um clandestino Leviatã intrigado
Ri amiúde de seus planos metassádicos.
Desperta um tal sopitado Umibozu.
Iemanjá já coaduna seus bailarinos.
O salso reino domina "à perte de vue".
Mar nunca nosso, ora revolto ora calmo,
Desembucha teus desígnios submarinos.
Publica nas ondas teu arcano salmo.
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