Sobre Dragões
Minha pequena
Insiste em dragões
Traz-os de uma existência
Lógica e utópica
Faz dois semelhantes
Que a escoltam
Em oração
Qual marca deixam?
A das asas, sobretudo
Dá-lhes poder e liberdade
A do espírito
Ora amado, ora odiado
Na história e no mito
Que vai à marca da boca
Gritos e fogo
Drástica e desmedida
Ou à marca da garra,
Crava em rocha ígnea
Pedra com a unha mordida
Desconformidade imaginada
Escamas do sonho
Couro de canhão
Cauda com ponta
Empenagem do equilíbrio
E da destruição
Monstro sagrado
Fantástico
Me observa
Olhos de lagarto
Bafo de onça
Coração de luz
Perdoa Jorge
Rasga uma constelação
Pousa nestes tempos áureos
Desce do cume
Invisível caminha gigante
Diante dos meus olhos
Dragão
Nesta noite
Sem piedade
Faz farfalhar
As condenadas fibras
Do tecido do meu coração.
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