Magnetita
(Ilhabela, 1 de junho de 2022)
E esse meu estômago virado do avesso e calmo. Sinto nele estampada uma tatuagem. Negra. Aquela do gato.
E essa minha penúria no caminhar. Claudico dia e noite. Desvio o olhar. Não saio. Não entro. Caminho do lado de fora daqui de dentro, claudicante.
E essa minha nuca que range, palpita, treme. Essa minha nuca, caduca a cada dukkha que eu preferi dele não me libertar.
Caduco e calo. Cativo na ignorância. E essa sede de vingança. Do ódio. E esse ódio que é dukkha.
E esse seu tempo já é o outro. Às estrelas.
Não há outra possibilidade de caminho. E é aquele da correnteza.
E essa certeza? Caduca?
E essa certeza que incomoda. Batalha.
É um rito. Conflito.
E tanto. E são. Despido.
Caminha no escuro do vale.
Cão.
Cavalo.
E o céu.
...
E o chão.
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