Duna
(Ilhabela, 26 de julho de 2022)
Este horizonte
Que é todo o teu olhar
Para mim é profundo
E vislumbro
Cantos imaculados
Sóis da meia-noite
Infinitas dunas
Como cabem em teus olhos?
Luas do meio-dia
Amanheceres vespertinos
Tudo atemporal
Toque da eternidade
Meu campo se abre
Todo noturno
Limita o firmamento
Perfume de pedra
Percebo-me em teu mundo
Teu corpo meu oásis
Teu ventre é ali um lago
A refletir estrelas distantes
Não é dia, não é noite
Teus cabelos decidem a luz
Vejo-te nua
Banha-te com ternura
Nebulosas espumas
Bolhas carregadas de universos
Elevam-se diante de tua face
Flutuam, evoluem
Nelas meu reflexo
Vejo-me em teu mundo
Sinto-me estável
E considero
Veemente
Sonhar eternamente
Com o luar de teus sonhos.
Comentários
Postar um comentário