Íris de Cobre
(Ilhabela, 8 de agosto de 2022)
É esse teu coração da aurora
Rasga todo meu céu, ainda outrora
Um despir de um horizonte ocre
Raia-me teu sol inexoravelmente álacre
Cadência culta, constante
Perfeitamente quente, finalmente semelhante
Àquilo que vejo em tua íris de cobre
E que percebo, doravante
Todo o arrebol que agora me recobre
De sofisticados devaneios
Ao alcançar os cumes do teus seios
Cheiro as cores
De todas as flores
E desço ao teu púbis
Percebo teu ábsis
Perfume de todas as cores
Reconheço-me algures
Nunca querendo estar alhures
Banho-me ontem em tuas vazantes
Vejo teus meandros brilhantes
Foz do meu amor
Bebo agora teu primor
Ainda esta noite
Ainda que distante
Durmo em teu sono
Em minha lua poente
Tenciono, pressiono
A ausência da tua presença
Permanente
E deslumbrante
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