Bang

 

Ele ignorou-se nos sete recados. Tinha em mãos toda aquela glória. Podia fazer-se em mil pedaços que, mesmo assim, se traduzia íntegro. Comia a relva. Devorava planos perdidos. Tinha medo daquilo que lhe salvava. Fazia frio em suas auroras. Sentia o sangue. Acordava antes mesmo de dormir-se. E via, em cada sonho, um deserto lunar. Rochas sobre rochas. Aquele pouso perfeito. Administrava-se a pane. O voo se consolida. Aquele âmago sobressalente. Mil perdões em cem mil palavras. Mistério da noite. Aos céus esse desespero. Garganta torcida. Vômito alucinante. Dor de cabeça. Saudade. Por que o não há? Por que o haver? Em um milhão de perguntas. Saudade logo acima e aqui. Saudade em desespero. Dez mil vulcões que se explodam. Esse verbo que se desidrate, enquanto é tempo. Sentimento de um crepúsculo. Alma toda perdida. Vagueia inóspita. Um sério delírio. Nêmeses absoluta. Lembra uma certa pedra calva. Um absoluto sem destino.

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