Ária nº 12
Teus olhos insólitos propagam relances em vislumbres históricos nesses amanheceres
tão distantes.
Nessas praias de alhures onde despertam meus dragões que se esticam até aqui e
espantam estes abutres errantes.
E todos esses velhos sois alaranjados retratados em figuras mutantes recobrem estes
tempos em que redefino as direções deste meu destino inconstante.
Me lembram até aquelas saudosas batalhas das serpentes gigantes. Ferozes árias
recentes se impõem agora operantes.
E por estas bandas dançam nobres ciclones inquietos e deslumbrantes. Fazem
cadentes estrelas que se precipitam no ontem e adiante.
E neste amanhã rabiscado em elementos alógenos e inteiramente elegantes, te espero
a montante.
Ainda que enormes sejam estes minutos que me passam indiferentes, sempre lentos,
em escalada constante.
Te oferto agora a impermanência deste meu instante.

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