Para Maria Quitéria: desde 1822
Tu assentaste praça um tal de Medeiros
Confundiste o mundo inteiro
Escondeste teu cabelo, teu perfume
Mas nunca teu intento
Preferiste dar à História
Teu implacável relento
Que caía sobre as lusíadas feridas
Naquelas noites de um céu sedento
Deste a ti a tua própria Maria
Cansaste daquele tempo
Colocaste a ti tua fúria e tua euforia
Diante do maior prejuízo
Adiante teu talento
E sem medo
Pesaste tua maior manobra
Em lúcida bravura
Em meio aos Periquitos
O Batalhão rebento
Deste direito a tua própria saia
Sobre a qual repousava
Tua reluzente espada
A refletir teus caprichos
Teu desejo e teu alento
Que saibamos beber dos teus capítulos
Refletir tua soberania
Pois em nossa sorte nasceste Maria
Bem ali, no chão da Bahia
E ainda hoje na Liberdade
Teu espectro metalizado
Aponta ao céu nesta tarde
Como fizeste naquele dia.
(nome original: "Nas tardes de Quitéria").
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