Primavera II


Vento branco do leite
Colide doce
Contra a pele salgada
Confunde as camadas
E o tecido organizado
E traz em um silvo áspero
A viscosidade de um som
Oleoso demais e pálido
Que atinge o canto
De um passado
Enferrujado e
Quente demais
Para certas tardes
Desta primavera
Umedecida por luzes
Que colorem
Tais ontens
De um futuro
Jamais imaginado.

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