Eu não serei triste

Eu não serei triste,
meu mundo.
Eu não serei triste neste mundo.
Eu não serei triste nesta vida,
minha vida.
Eu não serei triste na minha morte.
Cândido e forte?
Não que eu me importe.
É que me cabe o que persiste.
Perceber o quão triste
o meu eu me insiste.
Vejo que quase nunca desiste.
Mas há um ponto que resiste.
Tarefa astronômica, passo lento.
Pois há êxtase e desalento.
Melhor viver então a contento.
Das bordas para o centro.
Pois pesa a clareza
em ter a ciência
que o que dá à tristeza
é um pensamento.
Que se dá no tempo
à própria impermanência.


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