Sentinela
Quem nos vigia?
Perguntaria se não estivesse enganado
Mas como estou, prudente, grito
Em dúvida: quem nos vigia?
Enquanto parecia que você via
Eu me esculpia, confuso
Na areia, dormindo
Um devaneio preclaro, contuso
Que vem com os ventos de leste
Nesta ilha dos meus vales
E que me forçam à reflexão
Sobre o inflexível
O impraticável infalível
O ato imprescindível
Enquanto eu vigio
A expressão da areia
Ante os beijos das ondas
Com seus labios de espuma
E percebo então
Que as marcas do amor
São de uma imutabilidade
Impossível.
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