À procura da paz
Com meus olhos em pares procurei-te em todos os lugares
Como um amor malfadado partiste sem deixar recado
Com meus preceitos consulares fui por entre céus e mares
Como um susto anunciado previ meu contexto equivocado
Procurei teus tempos raros, colinas verdes, campos claros
Encontrei campos de batalha, rubros tempos da mortalha
Busquei teus azuis preclaros, como um filho busca amparos
Vi um coração materno que cisalha em dor que se espalha
Quando a história nos deu um afresco que retrata Austerlitz
É a vitória desenhada: bella matibus detestata
É a memória em tons azuis naquelas câmaras de Auschwitz
Quando no passado afastada: no presente anelada
Que no teu retorno evites aqueles soldados em blitz
Que chegues logo imaculada com tua esperança azulada
Comentários
Postar um comentário