Convés
Vistas as sombras das cores do convés
Nada restam que linhas paralelas na lembrança
Tais opacos reluzentes e salgados pelo vento
Que se confundem ainda com as sobras do sol
Pedaços de luz que persistem
E confundem o contorno do horizonte
Quase curvo e distante, mas insistente
Àquilo que resiste ainda embarcado
Em tantas sombras que ali balançam
Sob o desejo de ondas ainda azuis
São ainda raios de um passado distante
Reflexos de um futuro improvável
Nesses territórios equórios que se arrajam
Entre tantas ondas e vagas disformes
Sem preceito, sem razão de assim o ser
A piscar, às vezes, em brancas cristas
Espumas que, como este momento
Vão desaparecendo ao gosto do tempo.
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