Ninguém
Ninguém me chama pelo nome
Por mais que tentem
Não me reconheço
No espelho
Uma figura
Que desconheço
Na minha voz
Um canto ausente
Um grito calado
Dos meus dedos
Palavras escritas
Que não são minhas
Em pautas brancas
Tantos poemas
Que não são meus
Por onde ando?
Alguém me viu?
Quem me sucedeu?
Cheguei ido
Parti sem nunca chegar
Perdi o que nunca encontrei
Vim de lugar nenhum
Vou para nenhum lugar
Ganho um tempo perdido
Deixo o tempo passar
Quando passo
No tempo
Ninguém me vê
Porque ainda
Não existo.
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