Ensaio 15
O Amor, meu amor,
é doar-se além das fronteiras da razão.
Frente ao precipício, lançar-se,
frente à mesa, esbaldar-se.
Ter o amor no refúgio.
E às dores do coração,
servir-se do frescor da sombra
de uma colossal montanha
cravada em rocha dura e antiga
que se alarga em todas as direções.
Inequívoco sentimento,
se um dia desprezado
frente à pergunta,
hoje se dá
em uma única estrela no céu.
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